Capítulo XLVIII - Um passeio Cósmico

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    Em uma dessas ocasiões, quando ele se encontrava sentado numa rústica cadeira e debruçado sobre a mesa da sala, resolveu dar uma olhada na paisagem como era seu costume.

    Eis que de repente viu algo semelhante a uma enorme tocha de algodão parada no ar. Ficou surpreso sem poder identificar o que poderia ser, perplexo e com o olhar fixo naquele estranho objeto.

    Não demorou e percebeu que era uma simples canoa indígena de cor branca, muito bem-talhada e com alguns riscos em cores nunca vistas por ele.

    Nessa canoa estavam dois homens trajados de branco, pele morena, estatura de, mais ou menos, um metro e setenta e cinco centímetros. Um tinha os olhos de uma tonalidade verde desconhecida e o outro de uma cor castanho também sem especificação, que brilhavam suavemente dando-lhes uma aparência humana angelical.

    Naquele momento João estava sozinho na sala, no entanto, não sentiu temor com a chegada dessa canoa que entrou pela janela onde o nosso herói se encontrava.

    Desembarcando, os homens fizeram gestos para que João subisse na canoa. Entendendo o significado dos gestos, embarcou, sentou e esperou o que aconteceria.

    Pensou estar apenas sentado na canoa parada na sala, mas, na realidade, o nosso amigo e os dois canoeiros estavam envoltos por uma pequena atmosfera e uma claridade de luz branca a qual ele não sabia a fonte que a alimentava. Estavam navegando pelo espaço em uma velocidade impossível de ser imaginada por falta de analogia terrestre.

    Maravilhado, com uma sensação de inexplicável bem-estar interior, João Tropeiro via por todos os lados uma incontável quantidade de estrelas cintilantes pela imensidão infinita, emitindo luzes azuis, verdes, amarelas, enfim, de todas as cores imagináveis e inimagináveis. Porém, esse agradabilíssimo momento de êxtase passou.

    Chegaram em uma cidade de beleza celestial onde os prédios tinham uma estrutura técnica além do imaginável e as casas tinham grandes quintais repletos de jardins floridos, muitas árvores frutíferas carregadas, que exalavam suave e doce aroma por toda atmosfera daquela cidade. Esse tipo de aroma, o nosso herói nunca havia sentido em nenhum lugar do planeta Terra por onde havia andado.

    Em todas as praças da cidade celestial havia pequenos riachos de águas incrivelmente cristalinas onde nadavam peixes ornamentais de espécies exóticas completamente diferentes do conceito de beleza do nosso planeta.

    O Sol era semelhante ao nosso, porém sua luminosidade era de um tom verde suavíssimo, quase branco. O asfalto das largas avenidas arborizadas era todo branco, contrastando com a variedade de cores dos prédios e das casas. O movimento de veículos era menor em relação ao do nosso planeta.

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